UNO Agosto 2014

A nova diplomacia

 

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No século XXI, a diplomacia não é mais desenvolvida com exclusividade pelos Ministérios ou pelas Embaixadas dos países, e sim, de forma paralela, com a sociedade civil, que se tornou a embaixadora dos interesses das nações no exterior.

Essa mudança de paradigma ocorre em um ambiente no qual o grande desafio para a diplomacia contemporânea é destacar a importância do serviço que presta a sua nação, aos seus cidadãos e as suas organizações empresariais, financeiras e sociais.

Essa transformação dos papéis e das responsabilidades da diplomacia do século XXI ocorre ao mesmo tempo em que se acelera o ritmo da revolução das Tecnologias da Informação e a Comunicação, que se tornaram o centro de gravidade da diplomacia, ou seja, a projeção do poder e da influência das nações dentro do ambiente digital. É neste novo território que os cidadãos compartilham e discutem os assuntos da atualidade que os afetam, entre os quais, o trabalho desempenhado pelo serviço exterior para a defesa dos seus interesses e a satisfação das suas expectativas, cada vez mais crescentes, em um modelo de gestão que, à força, torna-se muito mais inclusivo e participativo para todos.

A diplomacia do século XXI aposta em um novo paradigma de liderança nas relações internacionais

01_1Nye cunhou a ideia de soft power e de smart power, enquanto Seib fala do impacto das redes sociais sobre a real-time diplomacy, para citar dois dos autores mais conhecidos que escreveram sobre a questão da nova diplomacia. Em qualquer caso, todas essas ideias têm um denominador comum: são novos tempos para a gestão da influência das nações do mundo.

Neste contexto de mudanças, a UNO 17 quer contribuir e refletir sobre o papel inovador da diplomacia, que requer uma modificação, reconfiguração e reprogramação de suas atividades diplomáticas para pensar e executar uma estratégia coerente com o novo ambiente internacional.

Por outro lado, este número propõe novas formas de organizar o serviço externo, de estabelecer as relações externas com os cidadãos e, em suma, de fazer diplomacia hoje e no futuro.

Nossos agradecimentos a todos aqueles que contribuíram para este número e, de forma especial, ao professor Juan Luis Manfredi, pela sua participação especial.

 

Esperamos que gostem.

 

José Antonio Llorente
Sócio Fundador e Presidente da LLORENTE & CUENCA
Como especialista em comunicação corporativa e financeira, ao longo dos seus mais de 25 anos de experiência assessorou numerosas operações corporativas – fusões, aquisições, desinvestimentos, joint ventures e colocação em bolsa –. É o primeiro profissional espanhol que recebe o prêmio SABRE Award de Honra pela realização Individual dos objetivos extraordinários - SABRE Award por Outstanding Individual Achievement - um prêmio a nível europeu, concedido pela The Holmes Report. Durante dez anos trabalhou para a firma multinacional Burson-Marsteller, onde foi Conselheiro Delegado. Atualmente é membro do Patronato da Fundação Euroamérica e da Junta Diretiva da Associação Espanhola de Acionistas Minoritários de Empresas Cotizadas. Pertence também ao Conselho Assessor de PME da Confederação Espanhola das Pequenas e Médias Empresas, à Junta Diretiva da Associação de Agências de Espanha, e ao Conselho Assessor do Executive MBA em Direção de Organizações de Serviços Profissionais organizado por Garrigues. José Antonio é Licenciado em Ciências da Informação, ramo de Jornalismo, pela Universidade Complutense de Madrid, e especialista em Public Affairs pela Indiana University da Pensilvânia e pelo Henley College de Oxford. @jallorente [EUA / Espanha]

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